terça-feira, 8 de outubro de 2013
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| Da esquerda para a direita, Sandra, Solange, Celso e Marcele |
Nos últimos anos, a legislação do país vem buscando oferecer meios para que pessoas com algum tipo de deficiência possam estar incluídas em todas as esferas da sociedade. Assim, a educação também passou de certa forma por grandes mudanças, uma delas diz respeito ao ensino de Libras nas escolas para que pessoas com surdez possam acompanhar o desenrolar das aulas. No entanto, os profissionais da educação em sua maioria não têm o domínio, ou às vezes nenhum conhecimento sobre a língua de sinais, o que possibilita um constrangimento tanto para o aluno, como para o professor.
Pensando nessa e em outras possibilidades, foi que se tornou obrigatório o ensino de LIBRAS nos currículos dos cursos de Pedagogia e de licenciaturas nas universidades, a fim de preparar os futuros professores a lidarem com a situação em sala de aula. Foi nessa realidade que me matriculei na disciplina agora obrigatória para o curso de história. Com muita dificuldade fui aprendendo alguns sinais e enxergando o mundo com outras lentes. Através de uma proposta ousada da professora Larissa Rebouças, que desafiou seus alunos a levarem um vídeo com pessoas surdas para sala de aula, fui instigado a conhecer a realidade mais de perto de jovens da comunidade onde moro, assim, convidei alguns estudantes da UFS para minha querida cidade, e fomos conhecer uma exemplar história, que além de surpreendente, foi a confirmação que estávamos diante de uma família onde a superação é a palavra de ordem.
domingo, 6 de outubro de 2013
Inúmeros são os estudos voltados para
área política da história do Brasil, muitos foram e são os pesquisadores que voltaram
seus olhares para o fenômeno que ficou conhecido como coronelismo, muitos
esclarecimentos foram alcançados, porém, muitas controvérsias e brechas
surgiram para novos entusiastas que desejarem se aventurar neste campo
heterogêneo e prazeroso da historiografia nacional.
Em um período de grandes mudanças na
sociedade, no final do século XIX, onde emergia um momento de preparação de um
pensamento independente, simbolizado com a emancipação política. Eclodiam
algumas necessidades primordiais, inclusive na política, onde o foco de debates
remontava ao federalismo, a República e a organização municipal. Ou seja, o
coronelismo emergiu sua estrutura em um espaço em que a sociedade brasileira
estava imersa em uma importante transição.
É nesse cenário que tem início o
coronelismo, apresentando-se inteiramente como um fenômeno tipicamente
republicano datado do final do século XIX e início do século XX, porém suas
origens antecedem esse período. Segundo Janotti: “Entretanto, as raízes do
coronelismo já estavam sedimentadas no império e, com a república, o coronel
apenas amplia o seu papel dentro da nova estrutura política (1981, p.8)”. Mesmo
a autora tendo o Império como respaldo inicial do processo, é importante
salientar que essa modificação vigente da época já remontava a uma típica
herança colonial.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Por: Leandro de Santana Santos*
A modernidade devora nossos dias, a enxurrada de informações e o crescente volume te tarefas cotidianas me dá à impressão que os dias estão mais curtos.
Já vivemos o que nos anos de 1990 chamava-se de futuro, porém esse futuro não é em nada parecido com o que se imaginava, almejavam-se cidades limpas e desenvolvidas, tecnologias que facilitassem a convivência e a mobilidade. Caricaturava-se até mesmo esse futuro idealizado no seriado de desenhos “Os Jetsons” que viviam em cidades aéreas, tinham empregada e cachorro robôs, carros voadores entre outras inovações. Mas, como já cantava Renato Russo na sua bela canção Índios que embalou minha adolescência “O futuro não é mais como era antigamente”. Hoje o que percebo beira o caos, cidades mal planejadas, super populações, poluição, transito caótico, cada um por si e todos por ninguém, disputando um lugar ao sol, não temos amigos, temos concorrentes, vivendo em um mundo de aparências onde o que realmente importa é o ter e não o ser, esse é o nosso admirável mundo novo.
Nesse contexto a memória nostálgica é um bálsamo que nos mergulha em temporalidades perdidas pelo tempo linear da modernidade, como elemento regenerador de identidades. É interessante notar o efeito do exercício do lembrar, remeter-se ao passado e por alguns segundos sentir-se de volta a velha casa, ao conviveu de velhos amigos e até mesmo sentir cheiros de antigamente como o perfume daquela garota que nos marcou.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
POR José Uesele O. Nascimento
O Grupo Cultural "Tecendo a Manhã" foi fundado em meados de 2005 por Fábio de Oliveira, que, na ocasião, recebeu o apoio de César de Oliveira e Uesele Nascimento (ainda hoje integrantes do grupo). Inicialmente, a ideia era apenas reunir pessoas que comungassem do gosto pela poesia e realizar saraus literários na sua pacata cidade de origem, Lagarto. O primeiro deles aconteceu no dia 03 de setembro de 2005 e teve como foco a obra de João Cabral de Melo Neto, autor do poema "Tecendo a manhã", que dá nome ao grupo. Sucederam a esse outros tantos saraus, a exemplo dos que trabalharam a poesia de Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa e Florbela Espanca, sempre primando pela poesia e pelas apresentações musicais que desfechavam os eventos.
Ao longo do tempo, sentiu-se a necessidade de expandir a ideia e as atividades artísticas. Depois de um período de latência, veio a primeira peça encenada pelo grupo: O Oratório de Santa Maria Egipcíaca, que ficou em cartaz em 2008 e cujo texto é da poetisa Cecília Meireles. O grupo agora tinha uma formação mais fixa do que na época dos saraus, fator determinante para a consolidação desse e dos trabalhos que estariam por vir.
POR José Uesele O. Nascimento
Foi fundado em 2003 por jovens da comunidade do Alto da Boa Vista - Lagarto/Se, o grupo surgiu de uma ideia despretensiosa de evangelizar através da arte em eventos de cunho religioso, com o tempo a ‘brincadeira’ ganha força e feições de coisa séria, e logo aqueles jovens amigos que cresceram juntos estariam representando Lagarto em outras cidades de Sergipe.
O trabalho é desenvolvido com jovens da comunidade com intuito de tirá-los da ociosidade através da vivência comunitária despertando, assim, o sentido de pertencimento e a valorização da cultura local fazendo com que assumam sua identidade cultural.
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- Renato Araujo
- Renato Araujo Chagas, graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe.
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