quinta-feira, 17 de setembro de 2015
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Por: Ana Laura e Gabriela Santana*.

O filme “O pianista”, dirigido por Roman Polanski, tem como personagem protagonista Wladyslaw Szpilman, um pianista judeu e polonês que vivenciou a Segunda Guerra Mundial e viu a Polônia ser invadida em primeiro de setembro de 1939. A segunda Guerra Mundial a princípio duraria pouco tempo, entretanto estendeu-se por longos e duradouros seis anos, tempo em que os Judeus suportaram “viver” em situações precárias e desumanas.

Vale ressaltar que na trama a vida que antes era tranquila e normal acabou se tornando conturbada e sofrida com a guerra. Intolerantes e com diferentes modos de pensar os nazistas alemães agiam com toda a sua crueldade com os judeus. Naquela época a cidade de Varsóvia vivia um grande momento de destruição que jamais seria esquecido na mente das pessoas que sobreviveram.

É compreensível no filme que a família simples do pianista foi totalmente abalada com o início da guerra, mesmo vivendo pequenos momentos de esperança com a notícia que a França e a Inglaterra declarariam guerra aos alemães. Todavia, esses momentos foram breves, pois os nazistas em pouco tempo dominaram Varsóvia trazendo consequências nefastas aos judeus, como excluírem de lugares públicos (cafés, praças, restaurantes), e os obrigando a usarem emblemas, identificando-os como se fossem animais.

quarta-feira, 8 de julho de 2015


Imagem: Irmã Eliedilma

Um caldeirão cultural, podemos assim chamar a mistura de ritmos, danças, crenças, costumes, manifestações do povo brasileiro, sejam elas tidas como profanas ou sagradas, de cunho elitista ou popular. Dentre as manifestações de caráter popular com o envolvimento de uma religiosidade marcante, se encontra os festejos juninos. Festividade que toma proporções maiúsculas em territórios nordestinos. Logo, Sergipe não se abstêm dessa tradição, carregando consigo o velho e carinhoso jargão: “Sergipe é o País do Forró”.  Apoiado na importância desses saberes populares, é que podemos presenciar em nossos torrões, reservas da cultura popular, presenciadas em simples manifestações, mas que carregam a formação do povo e através dela é que se pode perceber a mais nítida expressão de amor a sua terra.

Foi nesse cenário arraigado de tradições, que pelos idos de 1947 surgia em terras lagartenses o Colégio das Freiras como é popularmente conhecido, uma instituição erguida e estruturada em pilares que foram consolidados ao longo de sua história: educação de qualidade, propagação de valores e respeito a cultura regional. Deste modo, entendendo que um “povo sem cultura é um povo sem memória e consequentemente sem história”, o Colégio Nossa Senhora da Piedade, busca ano a ano uma interação do seu ensino com as tradições, manifestações e a identidade de nossa gente.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Descobertas

Maria Danielle*

Já era noite. Eu andava impaciente pela casa. Estava confusa, só restava eu, a menina mais nova daquela família, se é que posso chamar isso de uma família. Meus pais, meus tios, cada um seguiu seu rumo. Rumos diferentes. Não tinha nenhum irmão. Só restava eu, e meus avós.

Fico admirada com cada história que minha avó me conta. Sobre a vida, sobre minha família, sobre tudo. Sentei ao lado dela, já era tarde, mas eu queria saber de tudo. Ela me contava que meu pai, aquele que já não vejo há anos, era um militar, e que a sua profissão não era boa, ele era desrespeitado, ganhava pouco, mas era o usado, brigou até com o exército. Mesmo não gostando dele, eu tinha medo do que podia acontecer.

Eu ficava cada vez mais curiosa. Perguntava a minha avó sobre a minha mãe, mesmo não tendo contato com ela, eu a amava. Minha avó falou que ela fazia parte de uns cafeicultores paulistas tradicionais, um grupo de cafeicultores que tinha menor poder em relação ao oeste paulista, o outro grupo, o que brilhava, tinha mais poder. Era cada história, eu não imaginava que a minha mãe fizesse parte de um grupo de cafeicultores.
domingo, 7 de dezembro de 2014

Por: Maria Paula¹

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por  
sua personalidade, não pela cor de sua pele. Aprendemos a voar
como  os  pássaros,    a    nadar     como   os    peixes, mas   não 
aprendemosa simples arte de vivermos juntos como irmãos.”       

Martin Luther King


O dia da consciência negra, criado com objetivo de homenagear a etnia, visa combater o preconceito racial que persiste nas escolas, no mercado de trabalho e até mesmo no meio publicitário. A data foi escolhida em memória de Zumbi dos Palmares, grande mártir da escravidão no Brasil e – ironicamente – “proprietário de escravos raptados que trabalhavam forçadamente no Quilombo dos Palmares” (NARLOCH, 2011).

Em pleno século XXI, o racismo continua sendo comum nos mais diversos cenários, mesmo com todos os esforços do governo e de diversas organizações presentes por todo o país, que é vastamente miscigenado.

Na Declaração sobre a Raça e Preconceitos Raciais de 1978, consta que todos pertencem à mesma espécie e descendem da mesma origem, sendo integrantes da humanidade iguais em dignidades e direitos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Por: Thaiane Santana*

Quando éramos crianças e não sabíamos colorir, não importávamos com as cores dos desenhos. Não importávamos com as cores das peles dos bonecos; havia tantas cores, por que não usar? Era tão fácil: só pegar o giz de cera e colorir como quiséssemos, sem padrões para seguir.

Quando crescemos um pouco mais, passamos a colorir de acordo com o que nos ensinam e com o que vemos. Assim, nossos bonecos antigamente verdes, viram loiros, rosados e com olhos azuis.

Além disso, quando estamos mais velhos e temos consciência de nossas ações, nossos desenhos tomam formas e cores como as de quem as pintam. Passamos a ter uma base, um modelo fixo e qualquer alteração é totalmente rejeitada.