sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Por: Caroline Menezes*
Há alguns anos nossa sociedade vem perdendo cada vez mais os seus valores, poucos são os que visam à organização e interação social. Antes não existia tanta futilidade, achar que ser correto é vergonhoso, dar real valor a aquilo que agregue algo importante para toda sociedade. Pela moralidade, pelos bons costumes e pelo respeito às diferenças, gostaria que os valores herdados e passados por essa figura regressassem ao nosso dia a dia.
Estou falando de Maria Auxiliadora Carvalho de Menezes, carinhosamente e popularmente conhecida por Dona Solinha. Uma mulher respeitada e admirada por todos que já tiveram a oportunidade de conhecê-la pessoalmente. Mesmo os mais distantes, sabem de sua importância e de sua integridade, pois são poucos os lagartenses que nunca ouviram falar neste nome.
domingo, 15 de novembro de 2015
Se um dia a história do futebol em Lagarto ganhar as páginas de um livro, certamente um capítulo da obra deverá ser dedicado a Marco Polo do Nascimento.
Após um ano de esquecimento, as emoções do Campeonato Amador de Lagarto estão de volta, com elas, a mobilização das comunidades para manter acesa a chama de uma paixão que rompe gerações. É bem verdade que apesar das iniciativas que são tomadas para o fortalecimento da competição, a mesma não consegue ter a empolgação dos anos iniciais, quando as praças esportivas eram tomadas pelos amantes do esporte.
Pelos idos de 1986 surgia o primeiro Campeonato Amador de Lagarto, criado pela LIGA. Mas, a história do amadorismo remete a década de 30 quando há registros das primeiras agremiações. Porém, foi a partir da metade do século XX que esse esporte ganhou um maior espaço, marcando decisivamente a sociedade lagartense.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
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| imagem google |
Por: Ana Laura e Gabriela Santana*.
O filme “O pianista”, dirigido por Roman Polanski, tem como personagem protagonista Wladyslaw Szpilman, um pianista judeu e polonês que vivenciou a Segunda Guerra Mundial e viu a Polônia ser invadida em primeiro de setembro de 1939. A segunda Guerra Mundial a princípio duraria pouco tempo, entretanto estendeu-se por longos e duradouros seis anos, tempo em que os Judeus suportaram “viver” em situações precárias e desumanas.
Vale ressaltar que na trama a vida que antes era tranquila e normal acabou se tornando conturbada e sofrida com a guerra. Intolerantes e com diferentes modos de pensar os nazistas alemães agiam com toda a sua crueldade com os judeus. Naquela época a cidade de Varsóvia vivia um grande momento de destruição que jamais seria esquecido na mente das pessoas que sobreviveram.
É compreensível no filme que a família simples do pianista foi totalmente abalada com o início da guerra, mesmo vivendo pequenos momentos de esperança com a notícia que a França e a Inglaterra declarariam guerra aos alemães. Todavia, esses momentos foram breves, pois os nazistas em pouco tempo dominaram Varsóvia trazendo consequências nefastas aos judeus, como excluírem de lugares públicos (cafés, praças, restaurantes), e os obrigando a usarem emblemas, identificando-os como se fossem animais.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
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| Imagem: Irmã Eliedilma |
Um caldeirão cultural, podemos assim chamar a mistura de ritmos, danças, crenças, costumes, manifestações do povo brasileiro, sejam elas tidas como profanas ou sagradas, de cunho elitista ou popular. Dentre as manifestações de caráter popular com o envolvimento de uma religiosidade marcante, se encontra os festejos juninos. Festividade que toma proporções maiúsculas em territórios nordestinos. Logo, Sergipe não se abstêm dessa tradição, carregando consigo o velho e carinhoso jargão: “Sergipe é o País do Forró”. Apoiado na importância desses saberes populares, é que podemos presenciar em nossos torrões, reservas da cultura popular, presenciadas em simples manifestações, mas que carregam a formação do povo e através dela é que se pode perceber a mais nítida expressão de amor a sua terra.
Foi nesse cenário arraigado de tradições, que pelos idos de 1947 surgia em terras lagartenses o Colégio das Freiras como é popularmente conhecido, uma instituição erguida e estruturada em pilares que foram consolidados ao longo de sua história: educação de qualidade, propagação de valores e respeito a cultura regional. Deste modo, entendendo que um “povo sem cultura é um povo sem memória e consequentemente sem história”, o Colégio Nossa Senhora da Piedade, busca ano a ano uma interação do seu ensino com as tradições, manifestações e a identidade de nossa gente.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Descobertas
Maria Danielle*
Já era noite. Eu andava impaciente pela casa. Estava confusa, só restava eu, a menina mais nova daquela família, se é que posso chamar isso de uma família. Meus pais, meus tios, cada um seguiu seu rumo. Rumos diferentes. Não tinha nenhum irmão. Só restava eu, e meus avós.
Fico admirada com cada história que minha avó me conta. Sobre a vida, sobre minha família, sobre tudo. Sentei ao lado dela, já era tarde, mas eu queria saber de tudo. Ela me contava que meu pai, aquele que já não vejo há anos, era um militar, e que a sua profissão não era boa, ele era desrespeitado, ganhava pouco, mas era o usado, brigou até com o exército. Mesmo não gostando dele, eu tinha medo do que podia acontecer.
Eu ficava cada vez mais curiosa. Perguntava a minha avó sobre a minha mãe, mesmo não tendo contato com ela, eu a amava. Minha avó falou que ela fazia parte de uns cafeicultores paulistas tradicionais, um grupo de cafeicultores que tinha menor poder em relação ao oeste paulista, o outro grupo, o que brilhava, tinha mais poder. Era cada história, eu não imaginava que a minha mãe fizesse parte de um grupo de cafeicultores.
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Quem sou eu
- Renato Araujo
- Renato Araujo Chagas, graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe.
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