sábado, 13 de setembro de 2014
Imagem google

Por: Thaiane Santana*

Após terminar minha leitura de O Diário de Anne Frank, fiquei encarando o livro, angustiada com o final e com o triste fim da pobre menina de 13 anos. Antes de começar a leitura, eu já sabia do trágico acontecimento que arremataria sua família, mas não achei que me apegaria à menina Frank a ponto de desejar que o destino fosse um pouco melhor com todos eles. Achei muitas características em comum com Anne que seria até um pouco egocêntrico de minha parte citá-las aqui, e ainda compartilhamos o mesmo amor pela leitura e pela escrita.

Anne era uma menina comum que só teve a má sorte de viver durante a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler estava liderando a Alemanha e lutando contra todos aqueles considerados “impuros” ou indesejados, que incluía judeus, homossexuais e pessoas de pele mais escura. E para a infelicidade de Anne, sua família se encaixava no grupo dos judeus, o que os obrigou a se esconder do ódio que a Alemanha irradiava às pessoas como eles na época.

sábado, 6 de setembro de 2014

Nesta última sexta-feira (05), saíram as notas do IDEB (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA) do país, dos estados e municípios. Esse indicador é calculado a partir dos dados obtidos no Censo Escolar sobre a aprovação escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb. A cada dois anos, os alunos do 5º ano e 9º ano do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio são avaliados.

E neste cenário, a cidade de Lagarto se destaca com o desempenho da Escola Estadual Nossa Senhora da Piedade, que por duas avaliações seguidas alcançou os melhores resultados do Estado. Em uma crescente ascensão, a escola galgou com méritos um lugar de destaque no campo educacional, e hoje, pode ser considerada uma das referências no ensino e exemplo a ser seguido pelas demais da rede estadual e municipal.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014

“Quem não tem prazer de penetrar no mundo dos idosos não é digno da sua juventude...”: para que essa virtude seja plena, precisamos nos debruçar sobre as lentes daqueles que deram suas vidas em prol de seus objetivos, reconstruindo uma nova história e legando para outras gerações seus saberes e fazeres.

É nesta ótica que, no bairro Cidade Nova, podemos encontrar um poço de sabedoria, simplicidade e conquistas. Seu nome: Maria Francisca de Jesus, carinhosamente conhecida por Maria de Chiquinha, nascida em berço humilde na região do Burí, município de Lagarto, em 1916. Aos dois anos, por querelas do seu genitor, teve que ser adotada por outra família. Seu Atanásio, pai adotivo, foi o responsável pelos primeiros ensinamentos, os quais, infelizmente,  duraram pouco, pois ainda aos 12 anos Maria chorava o passamento do homem que a acolheu.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

JOAQUIM PRATA



Por: Moacir Poconé *

“Saravá, pra quem é de saravá. Bom dia pra quem é de bom dia”. Era assim que Dr. Joaquim Prata adentrava a Secretaria da 1ª. Vara Cível de Lagarto todos os dias. Num espaço entre uma audiência e outra nos dava o prazer de sua presença.  Imediatamente, o ambiente era tomado de uma nova energia, mais alegre, mais radiante. Sentava-se bem em frente à mesa em que trabalho. E a partir daí, ouvíamos seus inesquecíveis causos, com personagens como Zefa das Couves, Zezinho dos Anzóis, dentre outros. Histórias verídicas iam se entrelaçando com outras que beiravam o fantástico, todas elas contadas com maestria por aquele que sabia rir e fazer rir.

Irei me lembrar, certamente, muito mais do Joaquim que discutia acerca de filmes e espetáculos musicais do que meramente do Defensor Público, sempre atento a seus clientes e sério cumpridor de suas obrigações. Da pessoa que comentava sobre os mais diversos assuntos com sua maneira peculiar de ver o mundo. Isso porque a pessoa de Joaquim Prata foi muito maior que a do defensor público. Sua gentileza e forma de tratar as pessoas iam muito além do que a frieza dos autos processuais. E como eram tantos esses autos... Único defensor público da cidade de Lagarto por décadas, era dele a defesa dos que não podiam arcar com os custos de um processo. No seu dizer, era o advogado “de quem não tem onde cair morto”.

sábado, 24 de maio de 2014
Imagem de Thiago Santos

Por César de Oliveira*
      
        Depois de ter lançado dois livros de contos (Da insensibilidade e seus afluentes (2010) e O livro da perda (2011), ambos pela editora carioca Multifoco), o escritor lagartense Fábio de Oliveira publica seu primeiro livro de poemas. O lançamento ocorreu no último sábado, em São Paulo, na sede da editora Intermeios, pela qual o escritor está lançando a obra.

        O livro já chama a atenção pelo título: “,”, cuja radicalidade se encontra também nos poemas que o compõem. São textos que versam sobre temas recorrentes na literatura (memórias, desejo, morte são alguns deles), através de um sutil fio condutor: a existência. Não a existência como simples sinônimo de vida, mas sim tomada em seu grau mais profundo, o que, para alguns, pode soar como certo pessimismo ranzinza, mas, na verdade, se trata da perspectiva mais realista possível. Afinal de contas, os desencontros, o passado (pessoal ou histórico) que nos assombra, a omissão ante a miséria do outro ou o ser-para-a-morte que todos somos são aspectos que, na existência, parecem mais regra do que exceção.