quarta-feira, 20 de maio de 2015
Descobertas
Maria Danielle*
Já era noite. Eu andava impaciente pela casa. Estava confusa, só restava eu, a menina mais nova daquela família, se é que posso chamar isso de uma família. Meus pais, meus tios, cada um seguiu seu rumo. Rumos diferentes. Não tinha nenhum irmão. Só restava eu, e meus avós.
Fico admirada com cada história que minha avó me conta. Sobre a vida, sobre minha família, sobre tudo. Sentei ao lado dela, já era tarde, mas eu queria saber de tudo. Ela me contava que meu pai, aquele que já não vejo há anos, era um militar, e que a sua profissão não era boa, ele era desrespeitado, ganhava pouco, mas era o usado, brigou até com o exército. Mesmo não gostando dele, eu tinha medo do que podia acontecer.
Eu ficava cada vez mais curiosa. Perguntava a minha avó sobre a minha mãe, mesmo não tendo contato com ela, eu a amava. Minha avó falou que ela fazia parte de uns cafeicultores paulistas tradicionais, um grupo de cafeicultores que tinha menor poder em relação ao oeste paulista, o outro grupo, o que brilhava, tinha mais poder. Era cada história, eu não imaginava que a minha mãe fizesse parte de um grupo de cafeicultores.
domingo, 7 de dezembro de 2014
Por: Maria Paula¹
“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por
sua personalidade, não pela cor de sua pele. Aprendemos a voar
como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não
aprendemosa simples arte de vivermos juntos como irmãos.”
Martin Luther King
O dia da consciência negra, criado com objetivo de homenagear a etnia, visa combater o preconceito racial que persiste nas escolas, no mercado de trabalho e até mesmo no meio publicitário. A data foi escolhida em memória de Zumbi dos Palmares, grande mártir da escravidão no Brasil e – ironicamente – “proprietário de escravos raptados que trabalhavam forçadamente no Quilombo dos Palmares” (NARLOCH, 2011).
Em pleno século XXI, o racismo continua sendo comum nos mais diversos cenários, mesmo com todos os esforços do governo e de diversas organizações presentes por todo o país, que é vastamente miscigenado.
Na Declaração sobre a Raça e Preconceitos Raciais de 1978, consta que todos pertencem à mesma espécie e descendem da mesma origem, sendo integrantes da humanidade iguais em dignidades e direitos.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Por: Thaiane Santana*
Quando éramos crianças e não sabíamos colorir, não importávamos com as cores dos desenhos. Não importávamos com as cores das peles dos bonecos; havia tantas cores, por que não usar? Era tão fácil: só pegar o giz de cera e colorir como quiséssemos, sem padrões para seguir.
Quando crescemos um pouco mais, passamos a colorir de acordo com o que nos ensinam e com o que vemos. Assim, nossos bonecos antigamente verdes, viram loiros, rosados e com olhos azuis.
Além disso, quando estamos mais velhos e temos consciência de nossas ações, nossos desenhos tomam formas e cores como as de quem as pintam. Passamos a ter uma base, um modelo fixo e qualquer alteração é totalmente rejeitada.
Quando éramos crianças e não sabíamos colorir, não importávamos com as cores dos desenhos. Não importávamos com as cores das peles dos bonecos; havia tantas cores, por que não usar? Era tão fácil: só pegar o giz de cera e colorir como quiséssemos, sem padrões para seguir.
Quando crescemos um pouco mais, passamos a colorir de acordo com o que nos ensinam e com o que vemos. Assim, nossos bonecos antigamente verdes, viram loiros, rosados e com olhos azuis.
Além disso, quando estamos mais velhos e temos consciência de nossas ações, nossos desenhos tomam formas e cores como as de quem as pintam. Passamos a ter uma base, um modelo fixo e qualquer alteração é totalmente rejeitada.
sábado, 15 de novembro de 2014
“Quem é o campeão dos campeões, que no gramado mantém sua glória, é a Desportiva Confiança, dos operários tem o nome a vitória”. Esse é um trecho do hino de uma equipe que conquistou milhares de fãs em todo Estado de Sergipe. Seus feitos fizeram com que, uma geração apaixonada pelo esporte, pudesse centrar seus olhares para o futebol de nossa terra, buscando uma maior e necessária valorização.
Foi com esse pensamento de valorização do esporte local, e amor ao time da capital sergipana, que jovens (acometidos pelo calor provocado pela chama do Dragão proletário e encobertos pelo manto azul e branco), fundaram no dia 03 de Julho de 1977, Associação Desportiva Confiança de Futebol Amador, na cidade de Lagarto. O Dragão da Rua da Caridade, como era popularmente e orgulhosamente conhecido.
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- Renato Araujo
- Renato Araujo Chagas, graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe.
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