quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Em pé: Cristovão, Valtão, Juarez, Alfredo, Bereu, Valmer, Saruê, Alexandre, Luciano, a saber, Zé de Chiquita. Agachados: Val, Josué, Aloísio, Papinho, Toninho Dumas, Tonho de Bazinho, Gerson, Zé Perninha, Pedro da Farmácia e Marco Polo.
Imagem: Josué da Conserv

Internacional o primeiro campeão lagartense

Parafraseando Nelson Rodrigues, eu diria que “Lagarto é uma cidade de chuteiras”. Não há exagero nenhum em mencionar o nosso futebol amador como marca de uma geração e identidade de um povo.

Pelos idos de 1967 um time do Rio Grande do Sul, enchia os olhos dos brasileiros acostumados com os times do eixo Rio-São Paulo, era o Internacional que em sua primeira participação em uma competição nacional sagrava-se vice-campeão. Coincidência ou não, neste mesmo período nascia em Lagarto uma agremiação que carregava o mesmo nome do primo rico do sul do país. Um colorado que por mais de 30 anos desfilou nos gramados regionais um futebol de alto nível.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Uma crônica para o tempo

Por JOSÉ UESELE O. NASCIMENTO


Corria o ano de 1999, ano de descobertas e aprendizados. Particularmente, a partir de um encontro inesperado, meus olhos míopes começavam a enxergar largamente. O ambiente era familiar, sala de aula do colégio Polivalente. Estava cursando a 8º série do Ensino Fundamental com colegas e amigos, parceiros de longas datas, e de divertidas conversas e gozações nos corredores e pátio do colégio.

A sala de aula é um espaço mágico, ali aprendi as primeiras letras, a ler, a desenhar, contar e colorir meu mundo interior. Tínhamos cinco horários ao longo da manhã, em que professores entravam e saiam deixando seu recado e depositando em nossa aquarela tons de conhecimentos diversos, o mundo se descortinava diante dos nossos olhos. Ah, as coordenadas geográficas e o passeio pelos continentes deixava-nos ávidos para conhecer o mundo, ali também (no solo sagrado da sala de aula) eram plantados sonhos, como conhecer o céu, as galáxias, ser um cientista notável ou um escritor renomado, quantos sonhos e pensamentos invadiam nossas mentes naqueles curtos 50 minutos (intervalo de um horário de aula), onde deslizávamos por textos em prosa e verso e descobríamos como versar e redigir nossas aventuras pueris. Os números, as equações, as fórmulas ficávamos zonzos com tudo aquilo, quadro cheio de contas e mais contas, números e mais números.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Campo do Crioulo um berço cultural no município de Lagarto, é assim que podemos definir um povoado que se localiza a cerca de 15 km do centro da cidade, mas, que em meio à simplicidade de uma gente trabalhadora, humilde, porém ávida por dias melhores, brotam talentos artísticos que encantam sua comunidade e enchem de orgulho aqueles que veem nos movimentos culturais, um meio de liberdade de expressão, envolvimento social e acima de tudo manutenção dos saberes e fazeres de um povo.

Quando pelos idos de 1992 surgia a banda lacertae, hoje conhecida nacionalmente. Ninguém podia imaginar que aquele projeto inicial poderia tomar proporções tamanhas, refiro-me que crianças ao verem, ouvirem e sentirem de perto aqueles instrumentos e sons, puderam se inserir, crescendo com a vontade de também serem um dos componentes da banda, ou até mesmo formarem seus próprios grupos.

Não demorou muito para que o sonho pudesse se tornar realidade, foi com essa influência que por volta de 2002, Marcelo Zane, Diel Chitara, Alan e Begoubêu, jovens inseridos em um cenário de pouca diversão, encontraram na música um esteio para seus entretenimentos. Desde cedo criando melodias e arranjos, contemplando em suas letras mensagens de cunho preservacionista (meio ambiente), e enaltecendo o cheiro da nossa terra, misturando sons e ritmos populares e folclóricos. Esses aventureiros culturais se aproximaram e formaram a banda Zanimais. O nome já demonstrava a relação do grupo com a natureza, e com a dialética tipicamente popular.
sábado, 11 de janeiro de 2014
“A vida de gado aprendi a amar, no cavalo não aprendi a montar, mas a vaquejada com muito orgulho, aprendi a narrar.”

(Ninho de Juvêncio)

O calendário cultural lagartense em 2013 ficará lembrado como um ano de relevantes comemorações. Uma das quais os 50 anos da tradicional vaquejada. Assim, a cidade assistiu e aplaudiu de pé um evento que ficou marcado para os amantes da festa, reunindo excelentes atrações e um público de grandes proporções. Na pista a velha competição rompeu as noites em disputas acirradas, com um público fascinado pelo esporte e vibrante a cada grito de “valeu o Boi”.

Para tanto, recorremos a uma das mais representativas músicas em homenagem ao evento, trata-se de um hino cristalizado pela banda Saco de Estopa: “Alô, Vaqueiros. Alô, alô vaquejada! A festa da vaqueirama, deixa a cidade animada. Se gritar: valeu o boi! valeu boi, valeu boiada*”.  Grito por sinal que durante décadas foi ecoado na voz marcante de um cidadão lagartense que merece ser lembrado, por sua dedicação e identidade ao esporte.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Em pé: Edson, Quincas, Carlé, Eduardo, Gilson, Marcos, César e Beto.
Agachados: Pedro, Buião, Edilson, Gordo, Pedrinho.

Palmeiras da Cidade Nova: uma página em especial na história do futebol amador de Lagarto.

Quem não já ouviu falar que o futebol é paixão Nacional? Desde criança aprendemos e propagamos esse fascínio. Nesse contexto, Lagarto não fica de fora. Assim, desde cedo também difundimos a velha máxima: o lagartense é apaixonado por esse esporte. No entanto, os papa-jacas incorporam além da magia, o ímpeto acalorado entre elogios e cobranças contundentes com seus representantes. Essa paixão desenfreada pelo futebol é perceptível nos jogos dos seus times profissionais, sejam nos campos ou nas quadras.

Mas, essa influência não está apenas direcionada ao profissionalismo, por anos o futebol amador na cidade foi cenário de grandes públicos, causando um verdadeiro êxodo de torcedores pelos povoados. Entre as equipes que marcaram de maneira positiva o amadorismo em Lagarto, destaca-se o Palmeiras da Cidade Nova. Time que mandava seus jogos no tradicional Galo Assanhado, palco de grandes partidas, onde jogadores de alto nível desfilavam seus talentos para uma torcida entusiasmada.