sábado, 21 de dezembro de 2013
Por: JOSÉ UESELE OLIVEIRA NASCIMENTO
A realidade social brasileira nunca mais será a mesma pós-1930, quando um novo elemento de difusão começava a sustentar a “ideologia” do poder daquela época. Imperceptivelmente uma nova “voz” começava a penetrar os lares brasileiros e a moldar suas concepções.
Pode parecer engraçado, mas o governo Vargas ao passo que fazia uso da censura para barrar a publicidade adversa a sua imagem pública, utilizou-se destes mesmos meios para enaltecer sua figura política – assim, ele se tornaria o “pai dos pobres”, sendo uma verdadeira ‘mãe’ para a classe elitista de seu tempo.
Não podemos deixar de lado aqui a crueza com que foi tratada a nossa educação, nesse período sombrio de controle social e ideológico. Apesar de ter existido em 1932, o “Escolanovismo”, movimento que buscou dar passos largos no sentido da inovação educacional brasileira, foi a certo ponto insuflado pelo Governo Vargas que incitou a adoção de livros para promover sua imagem pública.
A realidade social brasileira nunca mais será a mesma pós-1930, quando um novo elemento de difusão começava a sustentar a “ideologia” do poder daquela época. Imperceptivelmente uma nova “voz” começava a penetrar os lares brasileiros e a moldar suas concepções.
Pode parecer engraçado, mas o governo Vargas ao passo que fazia uso da censura para barrar a publicidade adversa a sua imagem pública, utilizou-se destes mesmos meios para enaltecer sua figura política – assim, ele se tornaria o “pai dos pobres”, sendo uma verdadeira ‘mãe’ para a classe elitista de seu tempo.
Não podemos deixar de lado aqui a crueza com que foi tratada a nossa educação, nesse período sombrio de controle social e ideológico. Apesar de ter existido em 1932, o “Escolanovismo”, movimento que buscou dar passos largos no sentido da inovação educacional brasileira, foi a certo ponto insuflado pelo Governo Vargas que incitou a adoção de livros para promover sua imagem pública.
domingo, 10 de novembro de 2013
Por José Uesele Oliveira Nascimento
A sociedade moderna foi aprisionada pelo tempo. E até hoje sofremos as agruras desse acontecimento, pois o relógio, responsável direto pela materialização do tempo nos escravizou por meio da alienação cotidiana.
Na Pré-história, a natureza controlava as ações humanas, o homem primitivo era um ser dependente dela, o dia claro era destinado a caça de animais e coleta de frutos silvestres e a noite a caverna era o seu refúgio do mundo exterior - o tempo era natural. E foi da observação do movimento dos corpos celestes, que nasce a noção de “tempo mecânico”.
Sem dúvida, o que distanciou a sociedade ocidental (com seu ritmo frenético) da sociedade oriental (em meio a sua passividade temporal), ao longo da história foram suas concepções particulares de entender o tempo e de se comunicar com espaço social visível.
A sociedade moderna foi aprisionada pelo tempo. E até hoje sofremos as agruras desse acontecimento, pois o relógio, responsável direto pela materialização do tempo nos escravizou por meio da alienação cotidiana.
Na Pré-história, a natureza controlava as ações humanas, o homem primitivo era um ser dependente dela, o dia claro era destinado a caça de animais e coleta de frutos silvestres e a noite a caverna era o seu refúgio do mundo exterior - o tempo era natural. E foi da observação do movimento dos corpos celestes, que nasce a noção de “tempo mecânico”.
Sem dúvida, o que distanciou a sociedade ocidental (com seu ritmo frenético) da sociedade oriental (em meio a sua passividade temporal), ao longo da história foram suas concepções particulares de entender o tempo e de se comunicar com espaço social visível.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Quando surgem os primeiros raios de sol na movimentada Lagarto, seus moradores cumprem um ritual. Entre bocejos, ainda em suas camas, ou ao pé do fogão ligam os seus rádios, uns à pilha, outros com maior sofisticação. Ao som da viola, canções sertanejas ou aos cochichos, modas e fofocas do cotidiano lagartense. Esporte, novelas, a casa que foi roubada, a briga de casal que acordou a vizinhança, o carro fumacê, os fogos de artifício ao romper da madrugada. Tudo em um curto espaço de tempo, do entardecer ao amanhecer do dia seguinte. Às 6 da manhã já é hora dos programas jornalísticos, a agitação política está em primeiro lugar. É um puxa daqui, puxa dali, informações opostas e um dilema: acreditar em quem? Os ouvintes vão aceitando as que mais lhes convém.
domingo, 27 de outubro de 2013
Por: José Uesele e Renato Araújo
“Rádio, Universidade e Sergipanidade” assim foi intitulado um projeto do departamento de história da UFS, que ganhou corpo e alma através do programa RELICÁRIO CULTURAL que foi levado ao ar em 125 programas pela juventude FM nas manhãs de sábado em Lagarto. No intuito de dar voz e oportunidade aos artistas locais sejam eles conhecidos ou anônimos do cotidiano lagartense. Cantores, poetas, escritores, repentistas, pessoas que de diferentes formas definem um jeito particular de ser sergipano, desfilando seus talentos e nos enchendo de orgulho ao enaltecer nossa identidade e reforçando nosso bairrismo característico, traduzidos pelos sentimentos de sergipanidade e lagartinidade tão ao gosto daqueles que amam e valorizam seu torrão comum.
“Rádio, Universidade e Sergipanidade” assim foi intitulado um projeto do departamento de história da UFS, que ganhou corpo e alma através do programa RELICÁRIO CULTURAL que foi levado ao ar em 125 programas pela juventude FM nas manhãs de sábado em Lagarto. No intuito de dar voz e oportunidade aos artistas locais sejam eles conhecidos ou anônimos do cotidiano lagartense. Cantores, poetas, escritores, repentistas, pessoas que de diferentes formas definem um jeito particular de ser sergipano, desfilando seus talentos e nos enchendo de orgulho ao enaltecer nossa identidade e reforçando nosso bairrismo característico, traduzidos pelos sentimentos de sergipanidade e lagartinidade tão ao gosto daqueles que amam e valorizam seu torrão comum.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
![]() |
| Da esquerda para a direita, Sandra, Solange, Celso e Marcele |
Nos últimos anos, a legislação do país vem buscando oferecer meios para que pessoas com algum tipo de deficiência possam estar incluídas em todas as esferas da sociedade. Assim, a educação também passou de certa forma por grandes mudanças, uma delas diz respeito ao ensino de Libras nas escolas para que pessoas com surdez possam acompanhar o desenrolar das aulas. No entanto, os profissionais da educação em sua maioria não têm o domínio, ou às vezes nenhum conhecimento sobre a língua de sinais, o que possibilita um constrangimento tanto para o aluno, como para o professor.
Pensando nessa e em outras possibilidades, foi que se tornou obrigatório o ensino de LIBRAS nos currículos dos cursos de Pedagogia e de licenciaturas nas universidades, a fim de preparar os futuros professores a lidarem com a situação em sala de aula. Foi nessa realidade que me matriculei na disciplina agora obrigatória para o curso de história. Com muita dificuldade fui aprendendo alguns sinais e enxergando o mundo com outras lentes. Através de uma proposta ousada da professora Larissa Rebouças, que desafiou seus alunos a levarem um vídeo com pessoas surdas para sala de aula, fui instigado a conhecer a realidade mais de perto de jovens da comunidade onde moro, assim, convidei alguns estudantes da UFS para minha querida cidade, e fomos conhecer uma exemplar história, que além de surpreendente, foi a confirmação que estávamos diante de uma família onde a superação é a palavra de ordem.
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- Renato Araujo
- Renato Araujo Chagas, graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe.
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