quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Uma crônica para o tempo
Por JOSÉ UESELE O. NASCIMENTO
Corria o ano de 1999, ano de descobertas e aprendizados. Particularmente, a partir de um encontro inesperado, meus olhos míopes começavam a enxergar largamente. O ambiente era familiar, sala de aula do colégio Polivalente. Estava cursando a 8º série do Ensino Fundamental com colegas e amigos, parceiros de longas datas, e de divertidas conversas e gozações nos corredores e pátio do colégio.
A sala de aula é um espaço mágico, ali aprendi as primeiras letras, a ler, a desenhar, contar e colorir meu mundo interior. Tínhamos cinco horários ao longo da manhã, em que professores entravam e saiam deixando seu recado e depositando em nossa aquarela tons de conhecimentos diversos, o mundo se descortinava diante dos nossos olhos. Ah, as coordenadas geográficas e o passeio pelos continentes deixava-nos ávidos para conhecer o mundo, ali também (no solo sagrado da sala de aula) eram plantados sonhos, como conhecer o céu, as galáxias, ser um cientista notável ou um escritor renomado, quantos sonhos e pensamentos invadiam nossas mentes naqueles curtos 50 minutos (intervalo de um horário de aula), onde deslizávamos por textos em prosa e verso e descobríamos como versar e redigir nossas aventuras pueris. Os números, as equações, as fórmulas ficávamos zonzos com tudo aquilo, quadro cheio de contas e mais contas, números e mais números.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Campo do Crioulo um berço cultural no município de Lagarto, é assim que podemos definir um povoado que se localiza a cerca de 15 km do centro da cidade, mas, que em meio à simplicidade de uma gente trabalhadora, humilde, porém ávida por dias melhores, brotam talentos artísticos que encantam sua comunidade e enchem de orgulho aqueles que veem nos movimentos culturais, um meio de liberdade de expressão, envolvimento social e acima de tudo manutenção dos saberes e fazeres de um povo.
Quando pelos idos de 1992 surgia a banda lacertae, hoje conhecida nacionalmente. Ninguém podia imaginar que aquele projeto inicial poderia tomar proporções tamanhas, refiro-me que crianças ao verem, ouvirem e sentirem de perto aqueles instrumentos e sons, puderam se inserir, crescendo com a vontade de também serem um dos componentes da banda, ou até mesmo formarem seus próprios grupos.
Não demorou muito para que o sonho pudesse se tornar realidade, foi com essa influência que por volta de 2002, Marcelo Zane, Diel Chitara, Alan e Begoubêu, jovens inseridos em um cenário de pouca diversão, encontraram na música um esteio para seus entretenimentos. Desde cedo criando melodias e arranjos, contemplando em suas letras mensagens de cunho preservacionista (meio ambiente), e enaltecendo o cheiro da nossa terra, misturando sons e ritmos populares e folclóricos. Esses aventureiros culturais se aproximaram e formaram a banda Zanimais. O nome já demonstrava a relação do grupo com a natureza, e com a dialética tipicamente popular.
sábado, 11 de janeiro de 2014
“A vida de gado aprendi a amar, no cavalo não aprendi a montar, mas a vaquejada com muito orgulho, aprendi a narrar.”
(Ninho de Juvêncio)
(Ninho de Juvêncio)
O calendário cultural lagartense em 2013 ficará lembrado como um ano de relevantes comemorações. Uma das quais os 50 anos da tradicional vaquejada. Assim, a cidade assistiu e aplaudiu de pé um evento que ficou marcado para os amantes da festa, reunindo excelentes atrações e um público de grandes proporções. Na pista a velha competição rompeu as noites em disputas acirradas, com um público fascinado pelo esporte e vibrante a cada grito de “valeu o Boi”.
Para tanto, recorremos a uma das mais representativas músicas em homenagem ao evento, trata-se de um hino cristalizado pela banda Saco de Estopa: “Alô, Vaqueiros. Alô, alô vaquejada! A festa da vaqueirama, deixa a cidade animada. Se gritar: valeu o boi! valeu boi, valeu boiada*”. Grito por sinal que durante décadas foi ecoado na voz marcante de um cidadão lagartense que merece ser lembrado, por sua dedicação e identidade ao esporte.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
![]() |
| Em pé: Edson, Quincas, Carlé, Eduardo, Gilson, Marcos, César e Beto. Agachados: Pedro, Buião, Edilson, Gordo, Pedrinho. |
Palmeiras da Cidade Nova: uma página em especial na história do futebol amador de Lagarto.
Quem não já ouviu falar que o futebol é paixão Nacional? Desde criança aprendemos e propagamos esse fascínio. Nesse contexto, Lagarto não fica de fora. Assim, desde cedo também difundimos a velha máxima: o lagartense é apaixonado por esse esporte. No entanto, os papa-jacas incorporam além da magia, o ímpeto acalorado entre elogios e cobranças contundentes com seus representantes. Essa paixão desenfreada pelo futebol é perceptível nos jogos dos seus times profissionais, sejam nos campos ou nas quadras.
Mas, essa influência não está apenas direcionada ao profissionalismo, por anos o futebol amador na cidade foi cenário de grandes públicos, causando um verdadeiro êxodo de torcedores pelos povoados. Entre as equipes que marcaram de maneira positiva o amadorismo em Lagarto, destaca-se o Palmeiras da Cidade Nova. Time que mandava seus jogos no tradicional Galo Assanhado, palco de grandes partidas, onde jogadores de alto nível desfilavam seus talentos para uma torcida entusiasmada.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Por: JOSÉ UESELE OLIVEIRA NASCIMENTO
A realidade social brasileira nunca mais será a mesma pós-1930, quando um novo elemento de difusão começava a sustentar a “ideologia” do poder daquela época. Imperceptivelmente uma nova “voz” começava a penetrar os lares brasileiros e a moldar suas concepções.
Pode parecer engraçado, mas o governo Vargas ao passo que fazia uso da censura para barrar a publicidade adversa a sua imagem pública, utilizou-se destes mesmos meios para enaltecer sua figura política – assim, ele se tornaria o “pai dos pobres”, sendo uma verdadeira ‘mãe’ para a classe elitista de seu tempo.
Não podemos deixar de lado aqui a crueza com que foi tratada a nossa educação, nesse período sombrio de controle social e ideológico. Apesar de ter existido em 1932, o “Escolanovismo”, movimento que buscou dar passos largos no sentido da inovação educacional brasileira, foi a certo ponto insuflado pelo Governo Vargas que incitou a adoção de livros para promover sua imagem pública.
A realidade social brasileira nunca mais será a mesma pós-1930, quando um novo elemento de difusão começava a sustentar a “ideologia” do poder daquela época. Imperceptivelmente uma nova “voz” começava a penetrar os lares brasileiros e a moldar suas concepções.
Pode parecer engraçado, mas o governo Vargas ao passo que fazia uso da censura para barrar a publicidade adversa a sua imagem pública, utilizou-se destes mesmos meios para enaltecer sua figura política – assim, ele se tornaria o “pai dos pobres”, sendo uma verdadeira ‘mãe’ para a classe elitista de seu tempo.
Não podemos deixar de lado aqui a crueza com que foi tratada a nossa educação, nesse período sombrio de controle social e ideológico. Apesar de ter existido em 1932, o “Escolanovismo”, movimento que buscou dar passos largos no sentido da inovação educacional brasileira, foi a certo ponto insuflado pelo Governo Vargas que incitou a adoção de livros para promover sua imagem pública.
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- Renato Araujo
- Renato Araujo Chagas, graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe.
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